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Reflexão: A ilusão do ter...

A ilusão do ter...

“Tudo que está fora de ti representa caminho que transitas... prender-se ao efêmero é viver na ilusão.”- Emmanuel

As preocupações do homem com o “TER” é, muitas vezes, a meta a ser alcançada nestes dias de estímulos ao consumo, cuja ideia subliminar induz-nos ao entendimento de que “é melhor aquele que tem mais ou aquele que tem o mais novo modelo”.

Temos natural preocupação com a manutenção das boas condições físicas do corpo e com a aquisição de bens que proporcionam melhor conforto e satisfação. Porém, nos esquecemos de que os excessos são acúmulos materiais à nossa volta que se transformam, cedo ou tarde, em motivos de aflições quando, por motivos variados, deixamos de ter a posse deles. Será que passamos pela mesma angústia quando perdemos a paciência?

Quando perdemos o estímulo para o desempenho da tarefa de auxílio ou quando perdemos o interesse pelo estudo? Que diríamos nós se passássemos por um terremoto e perdêssemos todo patrimônio material que juntamos, mas nos salvássemos ilesos: Oh! Meu Deus, perdi tudo? ou Meu Deus, os maiores valores que me deste ainda tenho comigo?

Diariamente, Deus nos proporciona várias possibilidades de sobrevivência que nos chegam por vias distintas: por via externa, usufruindo de bens materiais perecíveis que nos chegam de formas diversas para experimentar seu uso e compartilhamento correto ou, em outros momentos, a falta deles para exercitarmos o desapego e a preservação da integridade moral na carência; por via interna, recebemos as sementes das virtudes eternas que precisam ser regadas para que cresçam e se fixem como bens de direito.

São elas a paciência, a aceitação, a benevolência, a humildade, enfim, um vasto patrimônio que não se perde com tsunamis, não se rouba, quebra ou enferruja, pois que foram adquiridos com o esforço próprio da alma aprimorada que se preocupou em elevar os instintos primitivos ao longo das encarnações vividas.
Quem se justifica dizendo que perdeu a paciência, a educação na verdade nunca as teve, disfarça as imperfeições com o verniz da polidez.

Os evangelistas Marcos, Lucas e Mateus relatam que, estando Jesus em Cesárea, começou a perceber que eram chegados os tempos e demonstrar intenção de seguir para Jerusalém dizendo que “era necessário que (Ele, Jesus) sofresse muitas coisas, fosse rejeitado pelos anciões, pelos principais sacerdotes e pelos escribas, fosse morto e que depois de três dias ressuscitasse.”

A predição dos acontecimentos vindouros era para enfatizar aos homens, naquele momento e por toda a história da humanidade, que os fatos que haviam de ocorrer não eram puramente humanos e ocasionais, mas parte da missão de amor e abnegação do Cristo para com a humanidade terrestre, reforçando o entendimento que antes de nossa vontade, por maior seja o “poder” adquirido com o desenvolvimento das virtudes, vem os desígnios do Criador para com a sua criação.

Naquele momento, ainda equivocaram-se os discípulos a respeito da grandiosa presença do Mestre entre nós, em especial Pedro que reagiu com impaciência às previsões do Mestre, pois entendia que a Ele cabia o reino na terra, o poder e a glória do mundo, o lugar dos romanos, o necessário e também os excessos que acumulam os soberanos, mas Jesus vinha apresentar o reino da vida eterna, onde os maiores patrimônios são os bens espirituais, as virtudes conseguidas com o esforço individual no exercício do dia a dia.

“Pois que aproveitaria ao homem ganhar o mundo e perder a sua alma?”. (Marcos, 8:36)

De que adianta o poder do ignorante e o patrimônio do sovina? Façamos a reflexão sobre quais excessos estamos prontos a nos libertar e o que damos nós pela Vida Eterna. Quais patrimônios deixaram de ser ilusão?

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